Como montar um relatório de visibilidade em IA para o seu cliente
O seu cliente já perguntou ao ChatGPT por um negócio como o dele e não se viu na resposta. Agora ele quer saber o que a agência vai fazer a respeito. O problema é que a IA não tem painel de anúncios nem posição fixa como a busca tradicional: cada resposta é escrita na hora, e a mesma pergunta pode trazer nomes diferentes de um dia para o outro.
Isso não impede um bom relatório. Só muda o que ele mede e como ele conta a história.
O que medir
As perguntas certas, combinadas com o cliente
Tudo começa por 5 a 10 perguntas que os clientes dele fariam de verdade, com o serviço e o lugar: “qual o melhor dentista para implante na Tijuca?”, “clínica de estética que atende aos sábados em Moema”. Combine a lista com o cliente e registre no relatório. Assim ninguém discute depois se a pergunta era a certa, e a medição é sobre o negócio dele, não sobre uma palavra-chave genérica.
A frequência, não a posição de um dia
Faça cada pergunta mais de uma vez, em cada IA, e conte em quantas respostas o cliente apareceu: “apareceu em 7 de 24 respostas”. Esse “X de Y” é honesto, entende-se em uma linha e não depende da sorte de uma busca só. A posição média entra como detalhe, não como manchete.
Por IA
ChatGPT, Gemini, o Modo IA e a Visão geral do Google respondem de formas diferentes e leem fontes diferentes. É comum o cliente ir bem em uma e mal em outra. Separar por IA mostra onde está o problema e evita que uma média esconda tudo.
Quem aparece no lugar dele
Os nomes que surgem quando o cliente não aparece são a parte mais útil do relatório. Junto de cada um, o que a IA diz dele (“atende convênio”, “mais de 300 avaliações”) e os sites que ela cita. É daí que saem as tarefas do mês.
Os dados que a IA diz errado
Endereço antigo, telefone que não atende, especialidade trocada. Esse é o achado que o cliente mais valoriza, porque é concreto e se corrige rápido.
Como mostrar
Um relatório mensal de uma página costuma bastar:
- A manchete: “Apareceu em 9 de 36 respostas este mês, contra 5 de 36 no mês passado.”
- Por IA: uma linha para cada, com o mesmo “X de Y”.
- Quem aparece no lugar: os três nomes mais frequentes e o que a IA diz deles.
- O que fizemos: as correções do mês (perfil do Google completo, página por serviço, perfil numa plataforma da área).
- O que vem a seguir: as três próximas correções, na ordem.
Mantenha as mesmas perguntas de um mês para o outro. Se trocar uma, avise: a comparação daquela pergunta recomeça.
Como explicar a variação sem perder o cliente
A pergunta que vai chegar: “por que caí este mês, se fizemos tudo?”. Duas regras ajudam:
- Só chame de melhora (ou de piora) o que se repete. Uma rodada boa pode ser sorte. Duas seguidas na mesma direção já dizem alguma coisa.
- Separe o que veio da IA do que veio do trabalho. As IAs mudam de modelo e de formato sem avisar. Um salto que aparece em todos os clientes ao mesmo tempo provavelmente veio da IA, não da agência.
O que nunca prometer
- Posição ou “primeiro lugar”. Ninguém controla o que a IA escreve. Quem promete está vendendo o que não tem, e o cliente descobre na primeira pergunta que fizer sozinho.
- Prazo para aparecer. As correções levam tempo para chegar às fontes que a IA lê, e cada IA atualiza em um ritmo.
- Resultado em saúde, direito e outras áreas com conselho. Além de não fazer sentido, as regras desses conselhos vetam promessa de resultado na comunicação do cliente.
O que dá para prometer é método: perguntas combinadas, medição repetida, o que mudou e por quê, e uma lista de correções que o cliente entende.
No pleeku, esse relatório sai pronto: a nota e o “X de Y” por IA, quem aparece no lugar, as correções e o que mudou desde a rodada anterior, com o logo, as cores e o rodapé da sua agência, em PDF, por link ou por e-mail agendado.